Template Express by Mais Blog
Domingo, Março 26, 2006
Crônicas Surreais Pt 2: Barracuda nos Campos de Tomilho
Onde eu estava? Ah sim, estava sendo carregado pela barracuda. É, leitor, uma barracuda, um peixe gigante estava voando e me carregando pra longe daquele abismo. Olha, eu tava dentro da minha mente, as coisas não fazem exatamente sentido lá... Será que você pode parar de reclamar para que eu continue meu conto? Obrigado...
Então, a barracuda disse que me levava para os Campos de Tomilho. "O que raios é um tomilho?" e "Porque cazzo eu tava sendo levado pra lá?" eram as perguntas que me ocorriam. Decidi fazer a segunda:
-Então, dona barracuda, o que é esse campo de tomilho?
-É o quartel-general de um dos batalhões de sentinelas da mente.
-Ah... Hm... Desde quando mente tem sentinelas?
-Porque você acha que nunca ficou louco? -Bom, eu to dentro da minha cabeça agora, não tô?
-Tá, antes disso.
-Ahn... Porque não havia motivo?
-Você que pensa...
Desisti de fazer perguntas, diacho de bicho enigmático, e notei que estávamos chegando. Era um belo lugar, um grande campo, de uma plantação que parecia muito com um milharal, com uma grande casa de fazenda estilo americano, com um celeiro vermelho, silos, um rio ao fundo, etc. Tudo bem ao estilo Hollywood. O céu tinha cor de entardecer e o tempo era agradável.
-Belo céu.
-Sorte a nossa, aqui o céu é o tempo todo assim.
-Como? -Nem idéia, só sei que o céu aqui, é sempre esse entardecer vermelho. Talvez algum sangue tenha sido derramado em algum lugar.
-Quê?
-Esquece.
Começamos a descida e decidi fazer a primeira pergunta que tinha me ocorrido:
-Hm... E o que é tomilho?
-Aquela planta ali, ela cobre esse campo todo...
-E por que tomilho?
-Você não sabe? É a sua mente! Você que deveria saber...
-Num humilha pô...
-É que eu esperava que você pudesse responder. Na verdade, o batalhão todo esperava, sabe. Tem até bolão pra ver quem acerta essa. Se você visse as respostas que aparecem...
-E qual a sua aposta?
-Que você ouviu essa palavra da boca de algum maluco, achou ela extremamente tosca e fica pensando nela de vez em quando. E ele só tem essa forma porque algum outro maluco disse que tomilho deveria ser a mistura de tomate com milho.
-Hm, Agora que você menc...
-Chegamos!
Naquele momento, aterrissamos bem em frente à porta da casa. De lá saiu um cara imenso, de óculos escuros, jaqueta de couro, escopeta na mão (apontada pra minha cara, diga-se de passagem), cigarro na boca e gritando pra mim:
-Quem raios você pensa que engana com esse disfarce malfeito seu bosta?
-Calma chefe, calma! Ele é o cara! Não é disfarce não.
-E o que um soldadinho raso de merda que nem você acha que sabe?
-Recebi transmissão direta do General. Ele me mandou voar pro abismo do Esquecimento, pra salvar o cara.
O cara grandão ficou visivelmente abalado e constrangido:
-Ah, é, desculpe, ahn, você quer beber algo, entre, por favor- e eu mal tive tempo de responder, pois a barracuda me interrompeu:
-Não, não chefe. O General mandou reunir reforços e ir direto pra corte.
-E por que raios você não fez isso ainda?!?!?
-Porque a gente acab...
-Não importa!- o cara, que posteriormente identifiquei como sendo uma memória remanescente de algum filme de ação B, puxou um radio do bolso e começou a falar
- Quero todos os operativos fora de missão de volta à base, todos, sem exceção, em formação na minha frente. AGORA!
-Como que ele pode exigir todos assim tão rápido?- Perguntei pra barracuda.
-Espera um pouquinho que você já vai ent... Ele não pôde terminar de falar, pois o barulho que se seguiu o interrompeu. E a cena que se seguiu foi ainda mais incrível. Eram oito águias, enormes. Sentadas deviam ter uns 2,5 metros.
-É com eles que você vai- disse o grandalhão com jeito de chefe.
-Ah, claro. Pra onde?
-Você vai pra capital, filho, e de ponte aérea...

enviado por Pedro "Dr. Estranho" as 8:34 PM |

......................................................................................

Quinta-feira, Março 02, 2006
Crônicas Surreais pt 1: "There's someone in my head"
Lá estava eu, caro leitor, à caça das idéias perdidas, dentro da minha própria mente. Um ambiente completamente escuro, sem paredes, ou árvore, ou céu, ou sons, ou ecos. Bem, na verdade eu só tenho ceretza de que o chão estava lá porque eu podia pisar nele.E só tinha certeza que eu estava lá porque... bom, essa certeza eu não tenho. Essas coisas de presença onírica me confudem. Bem, voltando à minha narrativa, eu estava lá, e havia algo perto, ou pelo menos eu achava que havia. Seria uma idéia? Ou seria apenas a minha imaginação? Na dúvida, comecei a correr como se minha vida dependesse disso(e talvez dependesse mesmo) até que cheguei a um parque de diversões. Quer dizer, eu acho que era um parque de diversões, mas não tinha barracas, ou brinquedos, ou pessoas, ou... bem, acho que você, leitor, já entendeu o espírito da coisa. Na verdade, eu só tive a impressão de ser um parque graças às milhares de luzes flutuantes e multicoloridas. Luzes no formato de montanhas russas, e rodas giantes, barracas, etc. Eu me senti no "Mundo das idéias" de Platão, mas ao contrário. As idéias(o interessante é que eram mesmo idéias) eram apenas a sombra, ou luz, da realidade. Foi nesse momento que entendi onde estava, num lugar obscuro entre as minha memórias infantis. Cheguei ali acidentalmente, enquanto caçava idéias. Lembranças se tornam idéias, então aquele era um bom lugar para procurá-las.
Ouvi então um rugido, muito forte. Virei-me e me deparei com um leão, dos grandes, talvez ele que estivesse por perto quando comecei a correr. Rapidamente cheguei à conclusão que ele era resultado de um passeio ao Simba Safari, alguns circos e muitas sessões de "Rei Leão"(o leão realmente se parecia com o Scar). Acho que eu já expliquei sobre como lembranças viram idéias né? Ele rugiu de novo e me encarou, e eu acabei encarando de volta. Avisei a ele que aquela era minha mente, e que estava caçando idéias ali, logo, eu deveria caçá-lo. Ele me desafiou para jogar Jo-Ken-Pô, pelo direito de caçar o outro. Aceitei. Eu pus pedra, e ele papel. Leões sempre foram malandros, e exímios jogadores de Jo-Ken-Pô.
Novamente eu estava correndo pela minha mente, como se minha vida dependesse disso. E dessa vez ela realmente dependia. Correndo, pude ver, bem longe, milhares de balões coloridos. Balões de lógica. A lógica poderia me salvar naquele momento. Pulei, agarrei um dos balões e apertei-o até que estourasse. Inalei então os gases lógicos, que tinham um cheiro que lembrava muito algodão-doce. A solução brotou na minha cabeça: o leão é imaginário, criado por MIM, logo eu tenho poder sobre ele. Parei, virei-me e encarei a besta. Descobri de uma maneira bem ruim, que lógica não combina muito com psicologia. O leão estava em cima de mim, bem pesado para um leão imaginário, pronto pra me matar, quando resolvo desafiá-lo a uma nova partida de Jo-Ken-Pô. Ele começou a analisar se isso podia ser feito, avaliando seus códigos de honra. Enquanto isso, eu vou correndo pela terceira vez. E eu odeio correr. Eis que percebo que corri demais. Cheguei ao abismo do Esquecimento, um lugar maldito na minha mente. O lugar para onde vão as lembranças ruins, as fórmulas de Física, a localização das chaves de casa e os nomes dos parentes. Ou seja, nada que caísse ali poderia ser lembrado depois. Estava encurralado pelo leão. Cair ali seria me condenar à eterna amnésia, ficar seria ser devorado por uma lembrança infantil, um fim assaz patético. Resolvi então pular. O leão, bem mais sábio do que eu, achou minha atitude completamente idiota e foi embora.
Eu estava "quase conformado" com o meu fim. Quase conformado porque os gritos de desespero que saíam da minha boca não deixavam eu me concentrar o suficiente para me conformar. Mas então, o milagre aconteceu. Fui salvo por um ser estranho, que cheirava terrivelmente à peixe. Esse ser me agarrou (apesar de não ter braços, só barbatanas) e me levou voando pelo céu, iluminado pela luz da lua. Tomei coragem e perguntei:
- O que raios é você?- e a resposta veio numa voz rouca, mas agradável.
- Sou uma barracuda.
Essa tinha sido uma resposta um tanto estranha, mas eu me controlei e perguntei, como quem não quer nada:
- E pra onde estamos indo?
- Para os campos de Tomilho.

enviado por Pedro "Dr. Estranho" as 12:36 AM |

......................................................................................

Domingo, Fevereiro 26, 2006
Olá a todos.

Para quem não sabe, meu nome é Pedro. Eu sou um pretenso escritor, e por isso que estou aqui, para publicar meus escritos em um lugar onde mais pessoas podem ler. Não que isso seja bom, mas eu boto fé. Aqui vou publicar todos os tipos de textos que brotarem na minha mente. Meu primeiro texto já é antigo, mas, como eu quero colocar uma continução dele, é importante que ele esteja aqui.


Obrigado a você que está lendo isso....

enviado por Pedro "Dr. Estranho" as 5:09 PM |

......................................................................................

Nome: Pedro "Dr. Estranho" Zavitoski
Idade: 16
E-Mail: pczavitoski@gmail.com
Gosto de:
Não gosto de:



[ Links ]
Mais Blog
Que Diabos

[ Arquivos ]
Fevereiro 2006
Março 2006






Powered by Blogger